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Liderança Dica #78 – Você sabe trabalhar numa empresa “familiar”?

Não podemos esquecer que todas estas “grandes empresas” que hoje são geridas por “profissionais de mercado”, um dia foram totalmente geridas pelos seus fundadores, familiares e que sua essência, valores e cultura é que permitiram ela chegar e se transformar no que se tornaram.

Quando a empresa começa a ficar maior do que a capacidade de administrá-la, é que geralmente se inicia o processo de profissionalização.

O fundador já não consegue mais “sozinho” crescer sua empresa na mesma velocidade que antes, novos conhecimentos e experiências são necessárias para sua expansão e sua gestão.

Saber lidar com esta transição é fundamental para que se tenha sucesso neste processo.

É muito difícil dizer para um “dono” o que ele deve fazer, afinal ele construiu tudo aquilo fazendo do jeito “dele”. Quem já não presenciou histórias de fundadores “resmungando” a respeitos de consultorias ou conselhos, com a famosa questão: “O que ele construiu até hoje para me dizer o que tenho que fazer?“

Esse é um processo de construção de confiança, onde é preciso demonstrar resultados, empenho e principalmente a mesma paixão pelos negócios da família.

 Mesmo assim, após conquistado a confiança e podendo seguir os caminhos trilhados e discutidos junto ao conselho, muitos executivos ainda se incomodam com algumas participações de fundadores em alguns assuntos, mesmo quando a participação é mínima e não afeta em nem 1 ou 2% do que será realizado.

Esse espaço é de grande importância, o executivo precisa entender que o “dono”, “fundador” ou principal pessoa que formou tudo aquilo, quer e precisa participar de algo no dia a dia.

Proibir este espaço é como proibir você de ver e brincar um pouco com seus filhos.

Essa sensibilidade, aliada a confiança e paixão pelos negócios, fazem com que a empresa antes somente familiar, possa seguir seu crescimento cada vez mais preparada para as dificuldades do dia a dia, mas sem perder o poder de insurgência que a cultura do fundador nos presenteia.

Concorda comigo?

Marco Muraro

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